Centenas de pessoas se reuniram, na Barra do Ribeiro, em prol da CMPC
- Meta Notícias
- 28 de mai.
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Sem bloquear a rodovia, às margens da BR 116, em Douradilho na Barra do Ribeiro, centenas de pessoas fizeram uma manifestação pacífica pedindo a continuidade do Projeto Natureza, da CMPC, com investimento de R$27 bilhões no novo complexo fabril.
Dois representantes do legislativo de Butiá estavam presentes na manifestação, os vereadores Hélio do Táxi e Deivith Camargo, que inclusive na sessão da câmara desta semana se pronunciaram na tribuna, sobre este assunto.
O projeto está sendo alvo de contestação judicial através do Ministério Público Federal (MPF), que alega não ter havido a chamada Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI) às comunidades indígenas potencialmente atingidas dos Guarani Mbyá, conforme determina a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), assim como possíveis falhas no Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), apresentado pela empresa.

A empresa nega todas as contestações, declarando estar rigorosamente dentro da lei e da fiscalização de órgãos como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).
Segundo a CMPC, o governo estadual é favorável a empresa ficar em Barra do Ribeiro, assim como 52 dos 55 deputados estaduais e grande parte da bancada federal gaúcha.
Mesmo com os burburinhos de estarem querendo levar a empresa para o Paraguai, ou Uruguai, hoje o diretor de Celulose da CMPC, Antônio Lacerda, que esteve na mobilização, disse que “a primeira, a segunda e a terceira opções” são Barra do Ribeiro.

Foi bem claro e firma o comentário do presidente do Sindicato dos Rodoviários de Guaíba e Região, Ideraldo Souza da Silva, “o Estado está terminado” caso o projeto da CMPC não avance. “Não somente Barra do Ribeiro estará quebrada, mas o Estado como um todo, porque a empresa transporta material para todos os lugares. E isso vai trazer uma crise muito grande. Guaíba não desenvolvia da maneira como desenvolveu depois da chegada da CMPC. Ela é uma potência para nosso Estado, e não pode ir embora”, disse Silva.
Fonte: Correio do Povo.


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