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Cultura Gaúcha – Polêmica envolveu a Etapa Regional do Concurso de Prendas na 2ª RT, na Região Carbonífera


Neste último final de semana, o que mais se notou nas redes digitais da Região Carbonífera foram posicionamentos, contra e a favor, de uma candidata a prenda que era do CTG de São Jerônimo, pelo fato dela ser uma mulher trans em um concurso que foi realizado em General Câmara, no CTG Sinuelo do Bom Sucesso.



A candidata, Bruno Pradella Machado, de 25 anos, que é Técnica de Enfermagem, representou o CTG Quero-Quero, de São Jerônimo e ficou em segundo lugar no concurso.


O MTG – Movimento Tradicionalista Gaúcho, se pronunciou dizendo que “o regulamento não distingue candidatas cisgênero (pessoa que se identifica com o sexo biológico atribuído no momento do nascimento) de transgênero (quando a identidade de gênero é diferente do sexo biológico atribuído no nascimento) e que a entidade está seguindo a legislação vigente, portanto a candidata estava habilitada a disputar”.


Dentro do Concurso foram avaliados conhecimentos teóricos, artísticos, históricos e de comunicação das candidatas, em diferentes modalidades.


O título de Primeira Prenda da 2ª Região Tradicionalista ficou com Evelin dos Santos Rocha, do DTG Polivalente, de São Jerônimo, na categoria adulto. E o título de 2ª Prenda, ficou com Bruno, que tem documentação civil retificada para o sexo feminino.


Enquanto de um lado muitos internautas e tradicionalistas comemoravam o título de Bruno, pela representatividade e inclusão, outros grupos se colocavam contrário a participação, com argumento de que as regras e tradições do concursos de prendas deveriam ser mantidas, para mulheres cisgênero.


As opiniões diferentes devem ser prezadas e apreciadas, mas alguns comentários passaram do “ponto”, com falta de respeito, preconceito e discursos de ódios. Até uma candidata de outra cidade, confundida com a candidata trans de São Jerônimo, sofrer ataques ofensivos em comentários na sua rede digital, e precisar se explicar.


Diante do fato que ficou marcado dentro do tradicionalismo gaúcho, em que a entidade MTG aceitou e habilitou a participante, Bruno entrou para registro histórico sendo a primeira mulher trans a participar de concurso de prendas do Estado.

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