Dia Internacional das Mulheres em 2026
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No dia 8 de março foi o momento de reflexão e conscientização sobre o Dia Internacional das Mulheres e o Meta, por considerar que a causa toma conta do mês inteiro, decidiu não usar a data para fins comerciais e nem apenas homenagear as mulheres. Este ano é preciso bem mais do que isso.
Infelizmente, este ano não tem como apenas homenagear as mulheres em um dia pontual, como o dia oito de março, mas chamar a sua atenção para um importante chamado social, sobre um direito que é de todos. O direito pela vida!
Embora seja óbvio e garantido pela Constituição Federal do Brasil (art. 5º, caput, da Constituição Federal de 1988), todos tem o direito a vida, é lamentável que esta data que deveria ser de celebração pelos direitos alcançados com a luta de mulheres durante muitos anos, tenha sido para pedir aos homens que parem de matar, para que “deixem as mulheres vivas”.

Em capitais do Brasil várias frentes organizaram movimentações com discursos no combate ao feminicídio, principalmente pelo número de mulheres mortas; igualdade de gênero e uma crítica na jornada de trabalho 6x1.
O Dia Internacional das Mulheres tem como origem a luta por direitos trabalhistas, igualdade salarial, condições dignas de trabalho e participação política. Mas especialmente este ano, os discursos foram pelo fim da escalada de violência contra as mulheres, com crescente e assustador número de feminicídios. E outro fator tem chamado atenção, a morte dos filhos do casal, ou da ex companheira como vingança por não aceitar o fim da relação.
Além disso, os casos alarmantes de estupro de meninas, a cultura no meio digital de grupos como red pills, incels, dentro da machosfera, estimulando a misoginia que é o ódio contra as mulheres.
A Machosfera, acaba abrangendo comunidades online que miram no público masculino, promovendo discurso de ódio contra as mulheres e comportamentos agressivos.
O Red Pills é um movimento que defende homens que são manipulados ou oprimidos por mulheres, incitando ódio, produzindo trends induzindo a ataques violentos.
Já os Incels, ou ainda os celibatários voluntários, são os homens que não conseguem obter sexo ou relacionamentos, e acabam culpando as mulheres e a sociedade por isso.

Acima de tudo, o que mais se repetiu, foi a importância de “educar meninos”, tirando destes comportamentos ditos “masculinos’, mas que no fundo vem de uma cultura machista, com traços de violência e falta de empatia. Vendo a mulher como sendo subalterna, um objeto de posse, que quando dá uma negativa conduz a um ódio tão grande, que induz ao crime.
É preciso trabalhar para que esta realidade mude. Para voltarmos a homenagear as mulheres pelas suas conquistas, e principalmente, tendo homens que apoiam, incentivam e caminham juntos.
E essa luta agora não é só das mulheres, mas principalmente dos homens. Quando o ciclo da piada, do deboche, do contar vantagem para os amigos sobre uma mulher, for cortado.
Parando de fomentar estes comportamentos, os homens se tornam referências sadias de relacionamento, para os meninos. Que podem ser seus filhos, sobrinhos, netos, primos, filhos dos amigos, todos eles precisam de bons exemplos das relações de respeito entre homem e mulher.
Todos podem contribuir para que estes dados de violência diminuam, até terminar. Para que se celebre o dia 8 de março, com alegria e brilho no olho, e não como foi este ano, com dor, desespero e muito medo.


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