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Finanças – Famílias brasileiras estão endividadas, como nunca

Neste ano de 2026, em março, o endividamento das famílias registrava 80,4%, dado trazido pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada pela Confederação Nacional do Comércio e divulgado na última terça-feira (7).



A pesquisa levou em conta os dados das dívidas de contas a vencer nas modalidades cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.

 

Uma das consequências para esse aumento é a elevada taxa Selic, segundo o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, em nota. “A elevada taxa Selic é, há meses, um desafio para quem empreende e para quem consome. A redução gradativa dos juros começou, mas ainda vemos um aumento do nível de famílias endividadas, pois levaremos meses até que o alívio do aperto monetário faça efeito.”


O endividamento das famílias brasileiras vem aumentando em comparação com o cenário do mesmo período do ano passado, em março (2025) o endividamento estava em 77,1%, já fevereiro (2026) registrava 80,2% e março 80,4%, mostrando um percentual de aumento constante de 0,2% por mês, e comparado ao mês de março do ano passado um aumento de 3,3 pontos percentuais.


Medidas propostas pelo governo para lidar com o problema

 

O governo vem procurando medidas para conter esse aumento mesmo com o cenário de conflito no Oriente Médio, que vem impactando o preço do petróleo, que reflete no bolso do consumidor, com a alta do valor de produtos e serviços.


Uma das medidas propostas é reunir a dívida do cartão de crédito, crédito pessoal e outras num só débito e trocá-las por uma nova dívida, com juros mais baixos e desconto no principal que poderá chegar, a no máximo 80%.

 

Todo esse processo de renegociação será feito diretamente com os bancos, que irão refinanciar e conceder descontos no principal da dívida, recebendo verbas do Fundo de Garantia de Operações. Se as dívidas refinanciadas não forem pagas, os bancos terão garantia de que vão receber os valores refinanciados.

 

As medidas para conter esta alta no endividamento ainda estão em processo, poderá incluir a liberação de recursos do FGTS, e um possível controle em relação as bets que têm sido apontadas como uma das causas de aumento do endividamento das famílias, a ideia é propor uma restrição aos jogos para quem entrar nessa renegociação promovida pelo governo.


Este programa de refinanciamento de dívidas do governo, em parceria com os bancos, deverá ter como alvo as famílias endividadas quem ganham até três salários-mínimos.


Fonte: G1, Infomoney, Correio Braziliense, Jovem Pam.


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