Geral – A Inteligência Artificial potencializa as mudanças climáticas, declarou pesquisador, em Passo Fundo
- Meta Notícias
- há 44 minutos
- 2 min de leitura

Na XIII Semana do Conhecimento da Universidade de Passo Fundo (UPF), realizada na segunda-feira (31), a noite, o pesquisador, biólogo e divulgador científico Átila Iamarino, declarou que a IA não pode apenas ser vista como oportunidade, mas também como agente de potencialização das mudanças climáticas, o que ampliam os problemas.
“Eu acredito que ela está potencializando muitas coisas. Potencializando a análise de dados, aumentando uma interação mais intuitiva com máquinas, mas também potencializando vieses, potencializando racismo e potencializando sexismo” afirmou.
A preocupação é com o custo ambiental com a expansão da IA, devido a energia e infraestrutura. E ainda tem mais, ela consome muita energia elétrica o que pode sobrecarregar os sistemas; e milhões de litros de água para resfriar os computadores, ainda mais quando as cidades tem pouca reserva de água pois aí impacto no recurso da população é bem maior.
Alguns estudos recentes indicam que a IA gasta água até em interações simples realizadas diariamente pelos usuários. Perguntas feitas em plataformas digitais, por exemplo, exigem processamento em larga escala, elevando o consumo indireto de recursos naturais.

O impacto da IA é invisível aos usuários, que desconhecem que á agua é utilizada para resfriar os data center’s. E que nada mais são do que estruturas que trabalham sem interrupção e exigem refrigeração constante para evitar o superaquecimento e falhas nos equipamentos.
“A cada 50 perguntas que a IA responde, é preciso meio litro de água para manter a temperatura dos equipamentos”. Declarou o Diretor de energia da Scala Data Centers, Fábio Yanaguita.
Pois quanto maior for o volume de dados processados, maior será o consumo hídrico necessário para manter a operação estável.
É indispensável que as empresas tenham práticas ambientais responsáveis, e as instituições e governos lidassem com transparência sobre uso dos recursos naturais ara dar conta de tamanha tecnologia.
O consumo de energia elétrica, em 2025, a agência Internacional de Energia estimou que os data centers consumiam entre 1% e 1,3% da energia do planeta em 2022 e que até 2026 esse consumo iria dobrar.
Aquela simples pesquisa que você efetuou hoje faz com que houvesse um consumo de energia suficiente para manter uma lâmpada acesa por 17 segundos, por isso as empresas precisam manter computadores que nunca desligam.
E a empresa que tem o data center em São Paulo já tem projeto para o Rio Grande do Sul.
“É importante você verificar como que você garante o desenvolvimento sustentável da inteligência artificial sem gerar impactos maiores no meio ambiente. A gente tem muita gente pesquisando quais são as melhores viabilidades tanto em termos energéticos. São projetos de pesquisa que ainda estão em desenvolvimento e, com certeza, eu acredito que a gente vai ter essas respostas em breve, esses caminhos mais adequados para seguir nesse desenvolvimento sustentável”. Declarou o Gerente de inteligência artificial do IPT, Denis Bruno Viríssimo.
Fonte: IDEC, G1,


Comentários