Geral - Resiliência da rede elétrica no RS é tema de participação da CEEE Equatorial, em evento da Aneel
- Meta Notícias
- há 8 horas
- 4 min de leitura

O Diretor-presidente da CEEE Equatorial, Riberto Barbanera, apresentou as estratégias adotadas pela distribuidora para enfrentar eventos climáticos extremos e reforçou a importância da integração entre empresas no setor, órgãos públicos e Defesa Civil.
A experiência acumulada pelo Rio Grande do Sul diante de alguns dos mais severos eventos climáticos da história recente do país esteve no centro dos debates do evento “Super El Niño e a Resiliência do Setor Elétrico Brasileiro”, promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em Brasília, no último dia 20 de agosto. Representando a CEEE Equatorial, o diretor-presidente Riberto José Barbanera compartilhou as estratégias adotadas pela companhia para aumentar a capacidade de resposta da rede elétrica diante de enchentes, temporais e ventos extremos.
O encontro reuniu representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Defesa Civil, pesquisadores e agentes do setor elétrico para discutir os impactos das mudanças climáticas sobre a infraestrutura energética brasileira e os caminhos para fortalecer a resiliência do Sistema Elétrico Nacional.
Barbanera participou do painel “Os planos de contingência das distribuidoras para convivência com o Super El Niño”, ao lado de representantes de distribuidoras de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Amazonas, em debate mediado pela diretora da Aneel, Agnes da Costa.
Experiência transformada em aprendizado para o setor
A atuação da CEEE Equatorial ganhou destaque no debate em razão dos desafios enfrentados pela distribuidora nos últimos anos. Somente entre 2021 e 2025, foram registrados 57 eventos climáticos severos na área de concessão da companhia, que atende cerca de 2 milhões de clientes em 72 municípios gaúchos, incluindo Porto Alegre e Região Metropolitana.
Como resposta a esse cenário, a empresa intensificou investimentos em modernização, automação e fortalecimento da infraestrutura elétrica. Nos últimos cinco anos, foram aplicados R$ 3,8 bilhões no Rio Grande do Sul, com a construção de cinco novas subestações, ampliação e modernização de outras 15 unidades, expansão da rede elétrica e incorporação de novas tecnologias para monitoramento e operação do sistema.
Entre as medidas voltadas à resiliência da rede estão a instalação de mais de 1,2 mil equipamentos de automação, a realização de 71,4 mil quilômetros de inspeções, mais de 143 mil correções preventivas, a substituição e implantação de 125 mil postes e a execução de 192 mil podas de vegetação próximas à rede elétrica.
O resultado desse conjunto de ações também pode ser observado nos indicadores de qualidade do fornecimento. Desde a chegada da Equatorial ao Rio Grande do Sul, houve redução superior a 50% no tempo médio de interrupção (DEC) e de 55% na frequência das interrupções (FEC).
Preparação antes da chegada dos temporais
Durante o painel, Barbanera ressaltou que o enfrentamento de eventos extremos começa muito antes da ocorrência dos fenômenos climáticos.
“Sempre recebemos informações dos institutos de meteorologia. Caso haja a previsão de um evento extremo, a gente começa a se preparar com logística de pessoal. Hoje, todas as equipes da CEEE que fazem o enfrentamento estão capacitadas até para trabalhar na rede de média tensão para poder fazer esses enfrentamentos. Melhoramos muito em comunicação. Passamos a frequentar comitês de crise estaduais junto à Defesa Civil e municipais”, explicou.
Segundo o executivo, a experiência vivida no Rio Grande do Sul demonstrou que a capacidade de resposta depende não apenas da estrutura das distribuidoras, mas também da atuação coordenada entre empresas, órgãos reguladores, governos e entidades de proteção e defesa civil.
Debate sobre o futuro da infraestrutura elétrica
Outro tema abordado foi a discussão sobre redes subterrâneas como alternativa para aumentar a segurança do sistema elétrico em áreas urbanas. Barbanera lembrou que, durante as enchentes de 2024, uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas equipes ocorreu justamente no Centro Histórico de Porto Alegre, onde parte da rede está instalada em galerias subterrâneas inundadas.
“A engenharia existe para encontrar a solução adequada para o problema que você tem. A saída não é necessariamente ter 100% de rede subterrânea, mas também não é toda a rede aérea. Por meio da engenharia, precisamos pensar qual é a melhor solução para o problema. Esse é o mix que a gente precisa trabalhar, realizando o investimento correto e trazendo resiliência para que a rede possa suportar os desafios climáticos”, concluiu.
Ao reunir especialistas, reguladores, pesquisadores e empresas de todo o país, o evento da Aneel reforçou a necessidade de ampliar a cooperação e o compartilhamento de boas práticas para preparar o setor elétrico brasileiro para um cenário de eventos climáticos cada vez mais frequentes e intensos. Nesse contexto, a experiência da CEEE Equatorial no Rio Grande do Sul foi apresentada como um dos exemplos mais relevantes de adaptação, preparação operacional e fortalecimento da infraestrutura elétrica diante de situações extremas.
Sobre o Grupo Equatorial
O Grupo Equatorial é uma empresa brasileira que se consolidou no cenário nacional como uma holding de empresas de alta performance e grandes resultados. Hoje, é o 3º maior grupo de distribuição do país em número de clientes.
A companhia avançou na consolidação do setor de distribuição de energia no Brasil e, atualmente, atua em sete concessionárias, nos estados do Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Rio Grande do Sul, Amapá e Goiás, atendendo mais de 14 milhões de clientes. A empresa está presente em 28% do território nacional, atendendo 15% do total de consumidores brasileiros e respondendo por 13% do mercado de distribuição de energia elétrica do país.
O Grupo Equatorial também atua nos setores de serviços, telecom, comercialização, geração distribuída e saneamento, consolidando-se como a primeira empresa multi-utilities do país. Além disso, adquiriu 100% das ações da Echoenergia S.A., ampliando a atuação no setor de renováveis e fortalecendo o posicionamento como um player integrado no segmento de energia.
Fonte: Comunicação CEEE Equatorial.
Crédito: Reprodução transmissão da ANEEL.


Comentários