Saúde – Bactéria resistente provoca fechamento da UTI Neonatal do Fêmina
- Meta Notícias
- 22 de abr.
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A UTI Neonatal do Hospital Fêmina, que fica na capital gaúcha, está fechada temporariamente após detecção de uma superbactéria resistente, na quinta-feira (16), e foram adotadas restrições máximas para conter a situação.
Dos 34 pacientes em internação na UTI neonatal, 4 testaram positivo a bactéria Pan resistente (Acinetobacter baumannii), e 1 bebê prematuro que nasceu com 26 semanas, veio a óbito.
A característica desta bactéria é sua resistência aos antibióticos atualmente disponíveis; e a resistência também aos antibióticos de reserva ou carbapenêmicos, que são utilizados em último caso, pois o uso destes medicamentos faz com que a resistência bacteriana avance.
Os outros três bebês que estão positivos a esta bactéria, estão estáveis e continuam sendo monitorados, no isolamento. Embora a situação seja preocupante, todos os órgãos de saúde já foram notificados e a SES está monitorando a situação, inclusive o Secretário de saúde de Porto Alegre, Fernando Ritter, declarou que a situação está sob controle, que todos os protocolos de controle de infecções estão em funcionamento, e que o atendimento a gestantes entre 20 e 35 semanas serão redirecionadas para outras maternidades da capital. E que os casos de monitoramento de rotina e novas admissões estarão temporariamente suspensas.

A OMS, em 2024. considerou a Acinetobacter baumannii, como a bactéria mais perigosa do mundo, levando em contra taxa de mortalidade, incidência de infecções, impacto na saúde, desenvolvimento de resistência, transmissibilidade, evitabilidade, opções de tratamento e a existência de novos medicamentos.
Os casos mais suscetíveis a bactéria são os recém-nascidos em UTI e pessoas imunidade baixa.
Segundo o secretário Fernando, ainda não houve confirmação que o que ocasionou o óbito do bebê foi mesmo a bactéria, pois por ser prematura tinham várias comorbidades associadas, ainda estão avaliando.
Curiosidades
A bactéria pode causar infecções no sangue, trato urinário, pulmões e feridas em pessoas que receberam cuidados em ambientes de saúde, estão muito doentes, são imunocomprometidas ou necessitam de dispositivos médicos invasivos, como cateteres urinários ou sanguíneos ou ventiladores. É incomum que indivíduos saudáveis sejam infectados por CRAB.
O Acinetobacter é considerado um cocobacilo gram-negativo que passou de um organismo de patogenicidade questionável para um agente infeccioso de importância para hospitais em todo o mundo. O organismo tem a capacidade de acumular diversos mecanismos de resistência, levando ao surgimento de cepas resistentes a todos os antibióticos disponíveis comercialmente.
Casos da bactéria em 2025 no Brasil
-Novo Hamburgo (RS): 2 casos identificados entre os dias 11 e 15 de julho. As equipes evacuaram o setor e realizaram o bloqueio e a desinfecção do local.
-Brasília (DF): 13 casos registrados em outubro de 2025. Somente um paciente apresentou infecção, sem registro de mortes.
-Amparo (SP): Em agosto, a bactéria, foi encontrada em uma UTI da Santa Casa Anna Cintra, de Amparo (SP). Por segurança quatro pacientes foram transferidos para uma UTI de retaguarda na época. A identificação do microorganismo ocorreu durante uma vistoria de rotina, a UTI passou por higienização e desinfecção.
Fonte: Correio do Povo, G1, Up to Date, MDS Manuals.


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