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Segurança – Morte de menina de 9 anos, na queda de cavalo no Paraná, acende um alerta sobre segurança das crianças, em rodeios

Crédito: Jornal Panorama Minas.
Crédito: Jornal Panorama Minas.

A menina Ana Júlia da Silva, de 9 anos, natural de Candói no Paraná, morreu após enfrentar uma queda de cavalo, no CTG de Marquinhos, na quinta-feira (23) às 23h.



Mesmo tendo sido socorrida não resistiu aos ferimentos, após ter sido arrastada pelo cavalo em disparada, fora da área de provas, com um dos pés ficar preso no estribo. Ela costumava competir em provas de laço e montaria, desde os 2 anos e já tinha muitos prêmios.


Os familiares dizem que não sabe o que motivou o acidente, já que notaram que o cavalo se assustou e disparou. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil (PC-PR).



Os cavalos costumam disparar, por defesa, eles sentem medo ou diante de perigo, e podem sair correndo. Entre as principais causas estão trovões, disparos de armas, fogos de artifício, motores de tratores/carros, ou gritos; sacos plásticos voando, guarda-chuvas abrindo, bicicletas passando rápido, ou até mesmo um cavalo em movimento repentino na pastagem; passar por poças d'água, pontes, arbustos, ou ver animais selvagens (como cervos ou pássaros) surgindo de repente;  o cavalo se assusta com a sombra ou reflexo de um objeto. 


Então, são inúmeras situações que podem fazer com que um cavalo dispare, por isso é tão importante, principalmente quando se tratam de crianças, que tenha uma segunda pessoas sempre próxima que possa ajudar, nestes casos.



Existem algumas orientações para familiares que tem crianças pequenas que já montam cavalos, como conhecer o animal antes da criança iniciar a montar, uso de equipamento de proteção adequado (capacete, colete e botas para equitação), supervisão constante e ambiente seguro para ambos.


Não é porque a criança esteja acostumada a montar, que não vão acontecer acidentes, já que estes ocorrem até com adultos. Por isso é muito importante não dispensar o equipamento de proteção e ter sempre a presença de outras pessoas experientes por perto.


Em uma entrevista para o Canal Rural, o presidente da associação Os Independentes, Hussein Gemha Junior, que organiza o rodeio de Barretos, em 2017 ele falava que para crianças de 7 a 9 anos eles tinham o que chamavam de “Rancho do Peãozinho” onde eles interagem com ovelhas. E que tem o Rodeio Mirim, a partir de 16 anos, mas com autorização lavrada em cartório pelos pais. Onde ele ressalta o cuidado, uso de capacete e atenção sempre, pois “é um esporte que pode machucar, por ser com animais de grande porte”.


Ainda não há legislação que orienta sobre idade mínima para participação de crianças em competições, como rodeios.


Fonte: G1, Metrópoles, Gazeta do Paraná.


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