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SOCIAL - A luta pela “Mila” de Butiá

No Meta, entrevistei a Camila em setembro de 2023 quando ela trabalhava como Coordenadora do CAPS e queria muito que as pessoas entendessem que podiam procurar ajuda para saúde mental e restabelecer suas vidas.


E eu sempre ouvi muito sobre vida, nas conversas que já tive com ela, que sempre está em movimento seja por pessoas ou causas, e até ambas. Uma pessoa de energia boa, com astral alto, aquelas pessoas do bem.



Atualmente, a Camila Espinosa tem 49 anos, é mãe de uma menina, a Martina e além dos familiares tem muitos amigos que ajudam nesta luta que iniciou em 2024, com diagnóstico de câncer, Adeno Carcinoma Pulmonar, com a doença em estágio 4, com metástase na pleura e externo do pulmão.


Na primeira Campanha, em dezembro de 2025, em vídeo ela forneceu algumas informações sobre sintomas, investigação, diagnóstico, tratamento e a realidade que estava vivendo.


“Os sintomas que senti foram fadiga, cansaço, falta de fôlego, emagrecimento rápido, mas principalmente uma dor no flanco esquerdo, na altura da cintura. Em julho iniciamos a investigação com exames e em outubro do mesmo ano, tive o diagnóstico”.


O tratamento dela é realizado na Santa Casa, em Porto Alegre, e inicialmente foi uma quimio por medicação pelo SUS por 8 meses, chamado de terapia alvo, para o câncer avançado, que é o caso dela. Mas após este período se descobriu uma mutação genética mutante, que mutou e foi necessário mudar o tratamento em julho de 2025.


“Precisei fazer novos exames de imagem, notaram novas lesões que demonstravam que a doença tinha avançado. Fiz novas biópsias, e em setembro precisei mudar a medicação para o Tagriso, que não tinha pelo SUS, e custa 38 mil.”


O hospital forneceu 3 caixas para Camila, e depois ela conseguiu mais 1 de um paciente. Então a campanha era pela sobrevida dela, para ajudar a adquirir a medicação, e uma grande luta iniciou pelas redes, através de pedidos de doações pelo aplicativo da Vakinha online. A campanha foi um sucesso, ela conseguiu comprar a medicação, e até recebeu doações de outras pessoas que alcançaram o remédio para ela na época.


Agora, a segunda Campanha pela Mila, iniciou em agosto de 2026, primeiro solicitando ajuda para doação de sangue pois teria que fazer duas transfusões de sangue, e também abrindo uma Vakinha para adquirir a medicação, que ela precisa tomar no dia 27 de agosto. E entrevistei ela novamente, desta vez não presencialmente, mas conseguimos conversar e a luta para que ela consiga continuar o tratamento continua.

 

“É uma medicação eficaz para pessoas que têm uma mutação genética, meu caso. O que quer dizer: com o tempo, tumor muta e cria força. Além de proteger os outros órgãos para não criar metástase”. Contou, Camila.

 

Foi preciso entrar na justiça para tentar receber o remédio, mas ela informou que já foram duas recusas e a advogada precisou entrar novamente com recurso.

 

“O poder judiciário acredita que o custo benefício da medicação não é favorável. Isso quer dizer que fazendo uma análise em grande escala aos pacientes que usaram Osimertinibe não tiveram efeito satisfatório. Entende - se que o custo da medicação é elevado, para o efeito que faz. Esse seria o argumento que nos dá a negativa do processo.” Justifica, Camila.

 

Mas lembrando, esta medicação é que ajuda a retardar ou interromper a disseminação das células cancerígenas, por isso é tão importante para Camila. Neste ano de 2026, no mês de maio ela iniciou a quimioterapia, junto ao remédio, como forma de manter a sua qualidade de vida.

 

“Agora em maio foi definido a medicação e quimioterapia. Mas no início de agosto por causa da quimioterapia baixaram as minhas plaquetas e o hemograma deu várias alterações, por isso tive que fazer a transfusão”.

 

Quando perguntei a Camila sobre o benefício deste tratamento com esta medicação, associada agora a quimioterapia, ela declarou de forma simples e direta.

 

“Depende a minha vida. E a quimioterapia continua como qualidade de vida. Não posso parar este tratamento senão a doença avança e vai assumindo outros órgãos. Então, a minha vida depende desta quimioterapia e deste remédio.”

 

Para uns minutinhos no teu dia a dia, e ajuda como conseguir, com qualquer valor que possa, para que Camila tenha uma melhor qualidade de vida, seguindo o tratamento que é necessário para preservar a sua vida.

 

Como ela mesmo já declarou em suas redes, “o diagnóstico não veio para me definir, mas para me curar”. Cada um conhece a Camila de uma forma especial, então deixamos aqui o convite por esta mobilização pela vida, através do amor dos amigos e familiares.

Geralmente o “Histórias” trazem a vida de pessoas da comunidade, mas eu não iria abusar da Camila neste momento, por isso fiz um apanhado das nossas interações. Mas quem pode contar sobre a “Mila” são os muitos amigos e a família, que não cansam de lutar por ela, que sempre lutou pelos outros.

 


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