Social – Campanha pela vida da Camila, aguarda a tua contribuição
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Você já deve ter percebido a campanha “todospelamila” nas plataformas digitais, dentro de vários perfis, e conhecendo a Camila Espinosa, ou não, sente aquela sensação de que precisa ajudar, não é? A gente aqui da redação sabe, e por isso, conversamos com ela, para contar essa história, que merece a sua atenção.
Camila precisa de uma medicação chamada Osimertinibe, ou Tagrisso como também é conhecido, é utilizado em um tipo específico da doença de câncer de pulmão, funciona bloqueando proteínas anormais chamadas EGFR (Receptor do Fator de Crescimento Epidérmico), que estimulam o crescimento descontrolado das células tumorais.
“É uma medicação eficaz para pessoas que têm uma mutação genética, meu caso. O que quer dizer: com o tempo, tumor muta e cria força. Além de proteger os outros órgãos para não criar metástase”. Contou, Camila.
Mas para quem conhece pouco a Camila e como começou a mudança de vida dela depois do diagnóstico, vamos contar como tudo iniciou.
Em outubro de 2024, ela soube do diagnóstico de Adeno Carcinoma Pulmonar, e o primeiro tratamento pelo SUS, foi através de medicação.
“O tratamento inicial foi uma medicação indicada pelo SUS, muito eficaz por sinal.”
Mas após 9 meses de tratamento, a medicação não fazia mais efeito, e foi necessário realizar uma biópsia. “Porque a mutação agiu e o remédio não foi mais eficiente.”
Após a biópsia começou a nova fase de tratamento com esta medicação atual, que tem um alto custo e que apesar de ter sido necessário entrar na justiça para ter direito de receber o remédio, já foram duas recusas e a advogada da Camila entrou novamente com recurso.
“O poder judiciário acredita que o custo benefício da medicação não é favorável. Isso quer dizer que fazendo uma análise em grande escala aos pacientes que usaram Osimertinibe não tiveram efeito satisfatório. Entende - se que o custo da medicação é elevado, para o efeito que faz. Esse seria o argumento que nos dá a negativa do processo.” Justifica, Camila.
Mas lembrando, esta medicação é que ajuda a retardar ou interromper a disseminação das células cancerígenas, por isso é tão importante para Camila.
Neste ano de 2026, no mês de maio ela iniciou a quimioterapia, junto ao remédio, como forma de manter a sua qualidade de vida.
“Agora em maio foi definido a medicação e quimioterapia. Mas no início de agosto por causa da quimioterapia baixaram as minhas plaquetas e o hemograma deu várias alterações, por isso tive que fazer a transfusão. Agora dia 26 de agosto, será a última transfusão".
Dias atrás foi iniciada uma campanha para que as pessoas doassem sangue na Santa Casa de Porto Alegre, estão com os estoques baixos e pedem doadores. Mas é preciso agendar, antes de ir até lá doar na Av. Independência, 75. Agende: doesangue.santacasa.org.br
Quando perguntei a Camila sobre o benefício deste tratamento com esta medicação, associada agora a quimioterapia, ela declarou de forma simples e direta.
“Depende a minha vida. E a quimioterapia continua como qualidade de vida. Não posso parar este tratamento senão a doença avança e vai assumindo outros órgãos. Então, a minha vida depende desta quimioterapia e deste remédio.”
Para uns minutinhos no teu dia a dia, e ajuda como conseguir, com qualquer valor que possa, para que Camila tenha uma melhor qualidade de vida, seguindo o tratamento que é necessário para preservar a sua vida.


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